Nacionalidade:
portuguesa
Data de nascimento:
27-04-1930
Local de nascimento:
Amadora
(25)
(como Maria Adelina)
Empresa Teatral José Miguel Lda.
(como Maria Adelina)
Tequipa - Teatro de Equipa, Lda.
(como Maria Adelina)
(como Maria Adelina)
(como Maria Adelina)
(como Maria Adelina)
(como Maria Delly)
No jornal Vem aí a Companhia do Teatro Apolo, pode ler-se: «Nove anos depois [do nascimento de Maria Adelina] o empresário Nortenho Rocha Brito, achando graça à míuda e gostando de a ouvir cantar, mandou-lhe fazer uma jaleca e pô-la a actuar com a orquestra nos intervalos dos seus espectáculos. Maria Delly - seu nome artístico - ouviu ainda menina e moça os primeiros aplausos. (...) Assim percorreu pela primeira vez a província e, tempos depois - pouco tempo porque a sua carreira fez-se rapidamente - respondeu a um anúncio para o filme Ladrão precisa-se indo à Tobis fazer vários planos. O empresário José Miguel contratou-a para o Casablanca onde brilhou em muitos números de "music-hall" até que Rosa Mateus, que a vira e se entusiasmara com o seu valor, a quis levar para o Teatro Mária Vitória. Entretanto Giuseppe Bastos apresentou-o a Piero que lutava com falta de elementos para uma "tournée" à província, com Mirita Casimiro. Novos aplausos, novos triunfos. A sua estreia oficial fez-se, no entanto, com 16 anos de idade, no Teatro Sá da Bandeira do Porto, na opereta de grande sucesso O passarinho da Ribeira, ao lado de Aura Abranches, Luísa Satanela e de Domingos Marques. Apresentou-se depois em Lisboa, no Teatro Variedades e no Apolo, seguindo então para o Brasil já com 17 anos feitos. Piero aconselhou-a a usar o nome português e assim Maria Delly deu lugar a Maria Adelina (...). Começou então o namoro com Domingos Marques (...). Casaram quando chegaram a Lisboa. Maria Adelina e seu marido foram depois às Ilhas e de regresso fez a protagonista da opereta Mulheres do norte. (...) [Fez] uma série de peças, até que chegou a oportunidade de ir à África com a Companhia de Giuseppe Bastos (...). Voltou a terras africanas com a Companhia de António Silva e Irene Isidro (...). Despediu-se e voltou a Portugal com Domingos Marques, e em boa hora o fez visto que se lhe deparouuma das suas melhores oportunidades em teatro ligeiro na revista Mãos no ar, no Apolo, onde entrou de novo pela mão amiga de Alberto Barbosa. Na opereta A Rosinha dos limões teve novo papel de relevo, merecendo grandes louvores de toda a crítica o seu trabalho em ambas as peças.»
Jornal intitulado Vem aí a Companhia do Teatro Apolo, Fevereiro de 1955 (número único, 4 páginas)