Sobre
Ficha do espetáculo
Apresentações

(1)

Data de Início Data de Fim Local

23-08-1966

Observações

segundo a fonte, trata-se da primeira representação de Brecht em Portugal; José Afonso compõe especialmente para o espectáculo 5 canções: «É para Urga», «Coro dos Tribunais», «Eu marchava de dia e de noite (Canta o comerciante)», «Ali está o rio» e «Canta o Juíz»; no blog sobre Zeca Afonso pode ler-se: «Em Livra-te do Medo - Estórias & Andanças do Zeca Afonso de José António Salvador, João Afonso dos Santos recorda "estórias" relativas ao facto, nomeadamente a do "censor" de serviço. [...] "Havia a tal associação que resolveu promover as comemorações da Tomada da Bastilha como se estivéssemos em Coimbra. A direcção mandou fazer uma réplica da fachada da Sé Velha em cartão ou madeira para montar na praça onde se faria a sessão comemorativa. No programa incluíram-se fados e guitarradas. Cantaria eu e o meu irmão. Uma peça do Brecht A Excepção e a Regra e um tipo, que por coincidência também era o censor da Beira, fazia uma aula com uns doutores vestidos de "baby-dol" a apanhar violetas. O doutor da censura resolveu cortar Brecht e em alguns cortes permitiu-se mesmo "reescrevê-lo" à margem propondo modificações ao texto. Perante isto o meu irmão, e depois eu, disse logo: "se não há Brecht, eu não canto fados". Isto uns dias antes da festa. Ora sem fados não haveria espectáculo e o censor não poderia fazer o seu número da aula das violetas... De modo que teve de dar o dito por não dito e autorizar a representação da peça. Foi assim que o Brecht apareceu pela primeira vez no império colonial. O Zeca musicou, então, as canções que vieram a integrar o álbum Coro dos Tribunais. Para o tal cavalheiro censor foi um sofrimento atroz autorizar o Brecht."»

Fontes

blog sobre Zeca Afonso (http://vejambem.blogspot.com/2005_11_01_vejambem_archive.html, 15/11/06);

Site Associação José Afonso - https://aja.pt/discografia/coro-dos-tribunais-1974/ ;