| Título | Data de estreia |
|---|---|
| Sol e sombra | 05-01-1910 |
| O ovo de Colombo | 03-1917 |
| A mulher | 24-11-1917 |
| O povo soberano | 06-04-1918 |
| Tenho dito | 24-01-1919 |
| Porto, tantos de tal | 06-05-1921 |
| A vida | 1921 |
o empresário é Luís Ruas, sobre o qual é feita a seguinte referência no livro de Carlos Leal intitulado No palco e na rua (...) (consultar o campo Fontes): «Luís Ruas é o empresário filósofo (...). (...) sem ter noção verdadeira do que seja o teatro - sabe do métier e é um empresário honesto./ (...). / No ensaio geral da revista Sol e sombra - em que eu fazia o "compadre" - deparei no final do 1º acto com um enorme tarolo de madeira dos que servem para peso de cordas, encostado ao relógio da apoteose, ao alto da segunda bambolina (...). Aflito, chamei o maquinista, prevenindo-o de que aquele trambolho, cuja estada ali me fazia espécie, poderia ocasionar um desastre. Era um perigo iminente sobre a cabeça da actriz que tinha de dizer um recitativo na apoteose, além de prejudicar a estética cenográfica. O mestre João, porém, respondeu-me que tina sido o "seu" Ruas que mandara pôr ali o enorme pedaço de madeira para que "caísse na pinha de alguém"! - Hom'essa!... E para quê?!... Exclamei espantado. - Para a peça dar dinheiro!... (...).» [pp. 66, 4º P e 67, 4º P]; ainda na supracitada fontes podemos ler que «Quando no Porto se implantou a efémera monarquia trauliteira, o Ruas encontrava-se ali fazendo a sua época teatral, satisfeito com aquela situação política muito em harmonia com o seu espírito talássico (...).(...). A seguir caía-lhe a revista Traulitânia da laureada Parceria.» [pp. 67, últ.P e 68, 1º P]
LEAL, Carlos (1920) No palco e na rua - impressões do homem e do artista. Lisboa: Tipografia Costa Sanches.