Sobre

Carlos Leal [48468]

Nome registado:

Carlos de Melo Leal

Data de nascimento:

27-12-1879

Data de morte:

15-04-1964

Local de nascimento:

Socorro, Lisboa

Prémios

Condecoração da Cruz de Cristo; condecoração de Santiago de Espada

Outros nomes:

Leal

Espetáculos em que atuou

(91)

Título Companhia Personagem Data Como (Outros nomes)
Festas de Santo António + Intrigas no Bairro O Carteiro 16-06-1895 Carlos Leal
Retalhos de Lisboa 07-1896 Carlos Leal
O bébé 25-04-1897 Carlos Leal
O poeta de Xabregas Martinho 1899 Leal
O tabelião do pote das almas 05-01-1901 Leal
Nicles! Flôr d'Alma, 5º Pelingrino, 2º Janota, 3º Pecego, 4º Transeunte, 3º Mendigo, Solitário d'Alma, 3º Catitinha, Nº 2 30-04-1901 Leal
Os franceses no Buçaco 10-06-1901 Leal
Casados solteiros Companhia do Teatro do Ginásio Stempel 07-11-1903 Carlos Leal
Maldita pulseira! Companhia do Teatro do Ginásio Julio de Andrade 04-12-1903 Carlos Leal
Bode Expiatório Companhia do Teatro do Ginásio 04-12-1903 Carlos Leal
O casebre Companhia do Teatro do Ginásio Paulo de Azevedo 30-01-1904 Carlos Leal
Gente para alugar Companhia do Teatro do Ginásio O Conde Slieglitz 04-03-1904 Carlos Leal
Ninho de cupido Companhia do Teatro do Ginásio José Braw 21-04-1904 Leal
Frei Luís de Sousa Companhia Dramática de Lisboa 22-01-1906 Carlos Leal
As alegrias do lar Companhia Dramática de Lisboa 23-01-1906 Carlos Leal
A caveira de burro Companhia Dramática de Lisboa 27-01-1906 Carlos Leal
A ceia dos cardeais Companhia Dramática de Lisboa 27-01-1906 Carlos Leal
O bode expiatório Companhia Dramática de Lisboa 17-03-1906 Carlos Leal
O impedido do coronel Companhia Dramática de Lisboa 18-03-1906 Carlos Leal
Ó da guarda Compére Ventura 1907 Carlos Leal
Sonho de valsa Rei Joaquim 11-1909 Carlos Leal
A viúva alegre Niegus 1909 Carlos Leal
A Severa O Custódia 1909 Carlos Leal
Sol e sombra Companhia/ Empresa Ruas O Compère Zé Pereira 05-01-1910 Carlos Leal
Já te pintei! 23-12-1911 Carlos Leal
Os sinos de Corneville 1911 Carlos Leal
A família polaca 1912 Carlos Leal
O 31 17 26-06-1913 Carlos Leal
Dominó Badanas 09-10-1915 Carlos Leal
Amor Aldeão 1916 Carlos Leal
A ceia dos cardeais 1916 Carlos Leal
Tic-tac Companhia António Macedo 1001, Lata estanhada, Rico 21-08-1921 Carlos Leal
Tiro ao alvo 23-05-1922 Carlos Leal
O brasileiro Pancrácio Cabo de Ordens 01-06-1923 Carlos Leal
Fado corrido Compère 07-1923 Carlos Leal
O fado Palhetas 1923 Carlos Leal
A pêra de Satanaz Companhia António Macedo Escudeiro 19-01-1924 Carlos Leal
Résvés Companhia António Macedo 22-06-1924 Carlos Leal
As onze mil virgens 1924 Carlos Leal
Sonho dourado 1925 Carlos Leal
Revista de Lisboa 10-1927 Carlos Leal
O fado Companhia José Clímaco 12-01-1929 Carlos Leal
Charivari Companhia Portuguesa de Revistas 03-08-1929 Carlos Leal
O quebra-bilhas O quebra-bilhas 11-10-1930 Carlos Leal
O menino bonito Grande Companhia de Opereta 24-01-1931 Carlos Leal
A volta a Portugal Zé Latosa 28-07-1934 Carlos Leal
O fim do mundo Companhia Portuguesa de Revistas Fausto, Prazer 03-11-1934 Carlos Leal
Bola de neve Empreza José Loureiro 25-04-1935 Carlos Leal
O rapa Grande Companhia de Revista Zé P.G. 29-05-1935 Carlos Leal
O cartaz de Lisboa O Homem que Ri 25-09-1937 Carlos Leal
Ó meu rico São João 1938 Carlos Leal
O banzé 01-1940 Carlos Leal
Nazaré 17-02-1940 Carlos Leal
A morgadinha de Valflor 19-04-1940 Carlos Leal
Bailarico Companhia António Macedo ,Companhia do Teatro Variedades (Artistas Associados) 06-07-1940 Carlos Leal
Toma lá pinhões Compère 20-04-1941 Carlos Leal
O baile das sopeiras 06-06-1941 Carlos Leal
O Senhor da Pedra Diabo 09-10-1942 Carlos Leal
De fora dos eixos Companhia do Teatro Avenida 27-02-1943 Carlos Leal
Fidalgo da rua 19-01-1945 Carlos Leal
Fidalga da rua 21-01-1945 Carlos Leal
A chave do Paraíso 08-04-1945 Carlos Leal
A vitória! Peão das Nicas 06-10-1945 Carlos Leal
As canções unidas Compadre 24-12-1946 Carlos Leal
Sua majestade, o Amor Marquês de Marialva 04-1947 Carlos Leal
Salada de alface Compadre 08-07-1947 Carlos Leal
Ó ai ó linda 01-11-1947 Carlos Leal
Tico-tico compère 29-02-1948 Carlos Leal
O pirata da perna de pau Compadre 30-10-1948 Carlos Leal
O que se leva desta vida Compère 27-03-1949 Carlos Leal
Fogo de vistas 07-01-1950 Carlos Leal
História de uma fadista Companhia Hermínia Silva 04-10-1950 Carlos Leal
Parada da alegria 1951 Carlos Leal
Clube dos Salsas 04-06-1952 Carlos Leal
Tudo isto é fado 1952 Carlos Leal
Espetáculos em que exerceu funções

(5)

Título Função Data Como (Outros nomes)
O 31 Coordenação 26-06-1913 Carlos Leal
O brasileiro Pancrácio Coordenação 01-06-1923 Carlos Leal
O fado Coordenação 1923 Carlos Leal
Paz armada Coordenação 02-1924 Carlos Leal
Charivari Encenação 03-08-1929 Carlos Leal
Espetáculos baseados em textos da sua autoria

(7)

Título Companhia Data Como (Outros nomes)
Já te pintei! 23-12-1911 Carlos Leal
A bomba 1911 Carlos Leal
Aguenta aí! 1913 Carlos Leal
Braga por um canudo 1913 Carlos Leal
De três assobios 03-04-1914 Carlos Leal
No país do sol 1915 Carlos Leal
Pé de dança 1921 Carlos Leal
Companhias com as quais colaborou
Textos da sua autoria (teatro)
Registos
Observações

Estreou-se como actor no teatro de amadores na comédia Simplício, Castanha & Cª (sem menção de data ou do espaço), "fazendo o papel de Actor", “dava-me então as primeiras noções de teatro o imortal César da Rocha” [LEAL: 1920, 18]; outras peças representou num teatrinho de família, à Travessa do Enviado de Inglaterra [LEAL: 1920, 18], passando depois para o Grupo Dramático Raimundo Queirós (Largo do Jardim do Regedor) e deste para o Teatro das Trinas, onde foi visto pelo actor Taborda, tinha então 16 anos [in: Rádio Nacional, de 1949, na rubrica Conversas no ar, apud: dossier nº 117 do Arquivo do TNDMII]; estreia-se profissionalmente como actor a 16-06-1895, no Teatro do Príncipe Real, com a revista Festas de Santo António, original de Dupont de Sousa e a peça Intrigas no bairro de Luís de Araújo, sucedendo que a peça “caiu” e a empresa durou três noites [in: dossier nº 117 do Arquivo do TNDMII]; em Fevereiro de 1896, por empenho de Taborda, entrou na sociedade do Teatro da Trindade, depois para o D. Amélia e para o Teatro da Rua dos Condes, sempre sob a direcção do actor Vale, sendo depois escriturado por Lucinda Simões (a qual tinha a preocupação de ensinar e com quem muito aprendeu) para o Teatro D. Amélia, com cuja companhia percorreu também as províncias [in: dossier nº 117 do Arquivo do TNDMII]; Carlos Leal, reclama porém que a sua verdadeira estreia se deu em 1896 (por erro, está 1895) no espectáculo Retalhos de Lisboa, no Teatro da Trindade [LEAL: 1920]; aquando a trabalhar no Teatro do Príncipe Real (sem data especificada) Carlos Leal representou o Cardeal Ximenes, o Intendente da Polícia no reinado de [A côrte] Henrique III e o nobre Marquês de Vila Garcia do Drama do povo [LEAL: 1920, 42]; Carlos Leal estreia-se como autor com a revista em dois actos Já te pintei!, escrita em colaboração com Daniel Moreira, estreada a 23-12-1911 no Pavilhão Internacional (já demolido) no Rio de Janeiro (Brasil), sendo que as principais peças representadas enquanto autor (até 1931) são: No país do sol (em colaboração com Avelino de Sousa), Braga por um canudo, Pé de dança (em colaboração com Avelino de Sousa), Aguenta aí! (em colaboração com Daniel Moreira), O [Cneira?] (na sua primeira fase apresentada com o título A bomba, em colaboração com o escritor brasileiro Cardoso de Meneses), De três assobios, (em colaboração com Daniel Moreira) [in: dossier nº 117 do Arquivo do TNDMII]; em 1913, no Teatro da República (Rio de Janeiro) com uma companhia por si dirigida, Carlos Leal apresentou, entre outros espectáculos, a famosa revista intitulada O 31 [LEAL: 1920]; o próprio Carlos Leal descreve-se como actor, revistógrafo, pintor/ gravador, caricaturista e publicista [in: dossier nº 117 do Arquivo do TNDMII]; num artigo do periódico Rádio Nacional, de 1949, na rubrica Conversas no ar, podemos ler o seguinte: «(…) com ele começaram a desaparecer as cabeleiras estapafúrdias, os narizes postiços e os fatos remendões dos "compères" para darem lugar a um animador do espectáculo, limpo e de cara lavada. (…).» [in: dossier nº 117 do Arquivo do TNDMII]; Carlos Leal reformou-se em 1952 [dossier nº 117 do Arquivo do TNDMII]

Fontes

«Carlos Leal visto por Celestino G. da Silva», In programa da Récita em Homenagem a Carlos Leal (Politeama, 04/06/1952); sítio electrónico da Porbase/ Biblioteca Nacional [http://porbase.bnportugal.pt]; LEAL, Carlos (1920) No palco e na rua - impressões do homem e do artista. Lisboa: Tipografia Costa Sanches; processo nº 117 do arquivo do Teatro Nacional D. Maria II, referente ao actor Carlos Leal; imprensa (consultar o campo Registos)