Carlos Leal - 17
Carlos Leal - direcção artística
Augusto Pina - cenografia
Eduardo Reis Júnior - cenografia
Joaquim Viegas - cenografia
Luiz Salvador - cenografia
Del-Negro - música
Alves Coelho - música
Bernardo Ferreira - direcção musical
Henrique Martins - montagem
Armando Vasconcelos - enscenação
Jayme Silva - enscenação
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| Data de Início | Data de Fim | Local |
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26-06-1913 |
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05-12-1913 |
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1916 |
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no programa pode ler-se: «Títulos dos quadros: 1º À esquina, 2º À última hora, 3º O comboio, 4º Viva! (Apotheose), 5º A sementeira, 6º Museu das Janellas Verdes e encarnadas, 7º União e timbre (apotheose)»; segundo levantamento de Licínia Ferreira, o quadro «Clube dos Salsas» desta revista é apresentado em conjunto com a peça A qualquer hora o diabo vem..., a 4/6/1952, na récita em homenagem a Carlos Leal; é com este espectáculo que é inaugurado o Teatro Nacional (Porto); na obra de José Gomes Bandeira, abaixo citada, pode ler-se: «Anunciava-se a peça de estreia: "O 31". Era uma revista vinda de Lisboa, "actualizada e remodelada", da companhia de Luís Galhardo e dirigida pelo actor Carlos Leal. O espectáculo, que se manteria em cartaz até ao final do mês foi ampliado para a sua estreia no Porto, com novos números "de grande sucesso", como dizia O Primeiro de Janeiro que, desde logo, anunciava nada menos de três representações para um só dia - 28 de Dezembro, um domingo. O matutino da Rua de Santa Catarina noticiou também "récitas de moda dedicadas à sociedade elegante, às 8 e meia e às 10 e meia da noite". O êxito da peça levou o jornal a escrever que "em chegando a noite não há duas opiniões em todo o Porto e arredores: Vamos ao "31" é o brado que leva a multidão ao novo e espaçoso Teatro Nacional, da Rua D. Pedro". Uma boa parte do êxito dessa revista ficou a dever-se ao desempenho da "interessante actriz Maria Vitória". O seu talento e a sua voz de grande fadista ficaram estreitamente ligados ao célebre "Fado do 31"» (pp. 11 e 12); a apresentação de 1916 conta com novos quadros; no livro de Carlos Leal, intitulado No palco e na rua (...) (consultar o campo Fontes), podemos ler a seguinte referência ao Fado do 31 que integrava esta revista: «O fado do 31 que pôs em destaque o maestro Alves Coelho, gemeu também à farta, roncando nos gramofones do Universo. Pois se até foi intercalado nos hinos dos países aliados, quando um tocador ambulante em Madrid festejava à data do armistício! - O homem desconhecia a Portuguesa e então tomou o expediente de atacar "el fado trinteum"./ Na revista Hélo! Charley! representada com sucesso no Apolo de Paris, o número de maior êxito era o dueto - Marnac e Vilbert, cuja música era... o Fado do 31!» [p. 61, 2º e 3º parágrafos]
trabalho do aluno Jorge Gonçalves para a cadeira de Documentação II do curso de Mestrado em Estudos de Teatro 2001/2002; BANDEIRA, José Gomes, Rivoli - Teatro Municipal (1913-1998): Breve história de 85 anos de espectáculos e acção cultural, Edições Afrontamento / Câmara Municipal do Porto, 1998, pp. 11 e 12; BASTOS, Glória e VASCONCELOS, Ana Isabel P. Teixeira de, O teatro em Lisboa no tempo da Primeira República, IPM / Museu Nacional do Teatro, 2004, p. 115; LEAL, Carlos (1920) No palco e na rua - impressões do homem e do artista. Lisboa: Tipografia Costa Sanches; LEAL, Carlos (1921) «Sublimado corrosivo...», in: No palco e na rua - impressões do homem e do artista. Lisboa: Tipografia Costa Sanches, p. 100; coplas da revista O 31; Ecco Artístico 30-09-1913, p.7