| Título | Data de estreia |
|---|---|
| Amanhã + A moral d'elles | 08-03-1904 |
| Em ruínas + A carteira | 18-04-1904 |
| A maternidade | 16-06-1905 |
| O condemnado | 16-06-1905 |
| Confissão de amigo | 21-06-1905 |
| Pai natural | 27-06-1905 |
| Às feras | 27-06-1905 |
| A prosa | 11-07-1905 |
| Os que furam | 11-07-1905 |
| Uma fallencia | 18-07-1905 |
| As vítimas | 28-07-1905 |
| Missa nova | 28-07-1905 |
| Entre dois fogos | 1908 |
| O triunfo | 1908 |
| A gaiola | 1908 |
| A tranquilidade do lar | 1908 |
grupo criado na linha realista/naturalista do Théâtre Libre de André Antoine e cuja atividade é despoletada pela passagem de Antoine por Lisboa em junho de 1903; a criação do grupo segue um conjunto de três conferências realizadas no Ateneu Comercial de Lisboa em dezembro de 1902, onde falam Teófilo Braga, Heliodoro Salgado e Ernesto da Silva (sendo a deste último intitulada Teatro livre & arte social); primeira temporada (1904) apresentada no Teatro do Príncipe Real, sob a direção artística de Araújo Pereira; em 1905 Araújo Pereira e Luciano de Castro abandonam o projeto e iniciam o Teatro Moderno (ver ficha), deixando a gestão do Teatro Livre a César Porto, Luís da Mata, Adolfo Lima e Severino de Carvalho; segunda temporada (1905) apresentada no Teatro do Ginásio, sob a direção artística de António Pinheiro; os espetáculos da segunda temporada (1905) evidenciam uma fratura entre a proposta estética e a prática cénica do grupo, causando apreensão da crítica e desinteresse do público; terceira temporada (1908) apresentada no Teatro D. Amélia, sob a direção artística de António Pinheiro; os espetáculos da terceira temporada (1908) pendem para uma corrente mística ou idealista incompatível com os propósitos do grupo, resultando na sua dissolução
investigação de Rui Pina Coelho [fontes: MADUREIRA, Joaquim (1905), Impressões de theatro (cartas a um provinciano e notas sobre o joelho), 1ª série (1903-1904),Lisboa: Ferreira & Oliveira, Lda. Editores; PINHEIRO, António (1929), Contos largos... (impressões da vida de teatro) – 1900-1925, Lisboa: Tip. Costa Sanches / Sucessores Galhardo & Costa, Ltd; REBELLO, Luiz Francisco (2005), “Um duplo centenário: o ‘Teatro Livre’ e o ‘Teatro Moderno’” in Sinais de cena, n.3, Junho, pp.57-60, COELHO, Rui Pina (2006), Casa da Comédia: Um palco para uma ideia de teatro, Dissertação de Mestrado em Estudos de Teatro, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (texto policopiado)]