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Uma verdade para cada um de Teresa Leitão de Barros [tradução de Cosi é (se vi pare) de Luigi Pirandello ]
Gil Ferreira - Lambert Laudisi
Carlos de Oliveira - Agazzi
Joaquim Miranda - Ponza
Aurélio Ribeiro - Sirelli
Delmiro Rego - O Prefeito
Carlos de Abreu - Centuri
José Henriques - Um Criado
Luz Veloso - Sra. Frola
Regina Montenegro - Sra. Cini
Amélia Trajano - Amélia Agazzi
Antónia Mendes - Sra. Sirelli
Maria Cristina - Dina
Raquel Moreira - Sra. Nenni
Alice Miranda - Sra. Ponza
Gil Ferreira - encenação
Eduardo Malta - cenários
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| Data de Início | Data de Fim | Local |
|---|---|---|
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25-06-1925 |
29-06-1925 |
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o espectáculo de 25/06/1925 é uma ante-estreia de gala a que assistiram apenas os associados do «cercle Teatro Novo» e convidados, entre os quais jornalistas; em relação ao texto e no trabalho de Maria Jorge, podemos ler o seguinte: "Não foi encontrado registo de publicação da tradução. Em 18/02/1925, no Diário de Lisboa, António Ferro referia-se ao (então) futuro espectáculo mencionando o título ; é admissível supor que a tradução portuguesa teve como origem a versão de Benjamin Crémieux, Chacun sa vérité , com que o espectáculo estreou no Théâtre de l’Atelier, Paris, em 23/10/1924; nas suas memórias, Fernanda de Castro conta que assistiu em Paris — em data que não menciona -, com António Ferro, «numa garagem onde cada espectador se sentava no banco ou na cadeira que levara de casa, e onde alguns actores com talento mas sem contrato representavam o espectáculo Ciascuno a Suo Modo (Para cada Um Sua Verdade ou Uma Verdade para cada Um)» - talvez tenha sido uma apresentação em italiano aquela a que Fernanda de Castro assistiu; são reconhecíveis confusões entre as duas peças: (1) Ciascuno a suo modo , cuja versão francesa Crémieux intitulou Comme ci (ou comme ça) e (2) Cosi è (se vi pare) , traduzida por Crémieux com o título Chacun sa vérité - ambas foram apresentadas em Paris: a primeira pela Compagnie Pitoeff no Théâtre des Artsl, em 3/05/1926; a segunda em 1924, como ficou dito acima. As traduções foram publicadas em 1951 pela Gallimard no primeiro volume de Théâtre Complet de Luigi Pirandello; as opções de Crémieux nas suas «versões francesas» (segundo o frontispício da edição Gallimard) convidam à confusão entre os dois textos de Pirandello, que aliás alguma imprensa portuguesa se encarrega explicitamente de desfazer na recensão a Uma verdade para cada um , tanto mais que em 23/06/1925 — dois dias antes da ante-estreia no Teatro Novo — a companhia de Mimi Aguglia apresentou Ciascuno a suo modo no Teatro São Carlos (Diário de Lisboa, 20/06/1925); além deste lapso, Fernanda de Castro atribui-se a autoria da tradução do texto apresentado pelo Teatro Novo (ob. cit., p. 268), que inclui nas suas obras; sabe-se que Fernanda de Castro e Teresa Leitão de Barros colaboraram na escrita e na tradução de várias obras (ob. cit., passim), mas não é certo que tenham colaborado na tradução de Cosi è (se vi pare); espera-se que este lapso (ou incongruência) seja esclarecido em futuras bibliografias da autora. Os anúncios do Teatro Novo e as informações da imprensa não deixam dúvidas sobre o título da tradução, o título original e a tradutora."; na ante-estreia e na estreia, a apresentação do espectáculo foi seguida por um recital de poesia pela diseuse brasileira Margarida Lopes de Almeida (DN, 24/06/1925, O Século, 26/06/1925)
trabalho para a disciplina de Documentação II de Maria Jorge, aluna do curso de Mestrado em Estudos de Teatro (2002/2003); imprensa (consultar o campo Registos)