Ângela Pinto - Hamlet
Laura Hirsch - Gertrude
Palmyra Torres - Ophélia
Albuquerque - Laertes
Augusto de Mello - Cómico
João Lopes - Polónio
Raposo - Cláudio
Torres - Espectro
Leopoldo Froes - Coveiro
Augusto de Mello - ensaiador/es
Amélio de Barros - adaptação
Augusto Pina - cenário/s
Eduardo Reis Júnior - cenário/s
Viegas - cenário/s
Alves da Silva - cenário/s
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| Data de Início | Data de Fim | Local |
|---|---|---|
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28-08-1913 |
06-09-1913 |
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a actriz Ângela Pinto representa em travesti; Ângela Pinto tinha já representado o Hamlet (em travesti), no Rio de Janeiro, Brazil; na revista "Ilustração Portugueza" (10-09-1906), podemos ler o seguinte: "Ângela Pinto tinha visto ou ouvido falar nos travestis celebres da grande Sarah (...)", "Estava a preparar-se uma longa tournée no Brazil, de que ella própria seria o empresário: esplêndida occasião para realisar o seu intento. Tratou logo de tudo. Reuniu os amigos, núm jantar íntimo: - Hamlet, que dizem? -Todos concordaram. Era uma graciosa idéa. Mandou-se logo vir de Milão uma espada de cruz, de Londres um maillot de seda preta, de Paris os ultimos comentários á obra de Shakespeare. Durante dois mezes, três mezes, Angela passou uma vida atribulada. De manhã, sala d'armas, de tarde, ensaio, de noite, leitura de todos os philosophos e críticos que se teem occupado do nebuloso principe da Dinamarca. Brazão dava os ultimos toques nos ensaios." na mesma fonte, podemos ler que, por Eduardo Brazão ter dito a Ângela Pinto que lhe faltava altura, a actriz encomendou uns sapatos com três centímetros de altura nas solas; em relação ao texto utilizado, Santos Tavares (artigo referido em fontes) dá-nos o seguinte relato: "O divulgado e lucido arranjo de José António de Freitas era o que desejaria levar na sua festiva récita, no "Apolo", mas um inesperado incidente fez com que se tivesse de recorrer a uma outra tradução (...) a do rei D. Luiz.(...)Alguem me procurou [a Santos Tavares] então, em nome da Ângela, para, n'uma timida colaboração, se expurgar possivelmente, a versão escolhida sem mutilações profundas, nem desbastes deformadores, da farfalha dialogal, tomando tambem como norma para a sequência dos quadros o arranjo mais latinamente comprehensível de António de Freitas de que Brazão era o legítimo detentor. Tornava-se pois necessário que a tradução forçadamente aceite, sem perder o caracter que D.Luiz lhe imprimira, se aproximasse, quanto possível, da outra, de que o público tinha uma recordação tão viva que seria perigoso servir-lhe um texto inteiramente diverso, diverso até na projeção scenográfica dos logares da ação, d'aquela que nos habituaramos a ouvir, sentir e assimilar."; o guarda-roupa para este espectáculo feito ao "rigor da época" e confeccionado na antiga Casa Cruz; no dia 30 de Agosto, no Teatro Apollo, é descerrada uma lápide comemorando o desempenho da actriz Ângela Pinto neste espectáculo, com a seguinte inscrição: "Ângela Pinto, 28 de Agosto de 1913, Hamlet"
imprensa; imprensa-publicidade (DN: 27-8-1913, Século: 27/8/1913); Mário Jacques & Silva Heitor, OS ACTORES NA TOPONÍMIA DE LISBOA. Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa, s/d; imprensa (ver registos); Archer de Lima, "As interpretações de Ângela Pinto" in Brito, Nogueira (dir.), OS GRANDES COMEDIANTES PORTUGUESES - IN MEMORIAM ANGELA. Lisboa: Empreza de Teatro, 1925, pp.66-68; Avelino de Sousa, "A Morte de Ângela" in Brito, Nogueira (dir.), OS GRANDES COMEDIANTES PORTUGUESES - IN MEMORIAM ANGELA. Lisboa: Empreza de Teatro, 1925, p.88; Delfim Guimarães, "Angela, a Desventurada" in Brito, Nogueira (dir.), OS GRANDES COMEDIANTES PORTUGUESES - IN MEMORIAM ANGELA. Lisboa: Empreza de Teatro, 1925, pp.123,124; Henrique Lopes de Mendonça, "O Drama da vida de Angela" in Brito, Nogueira (dir.), OS GRANDES COMEDIANTES PORTUGUESES - IN MEMORIAM ANGELA. Lisboa: Empreza de Teatro, 1925, pp.139,140; Manoel de Sousa Pinto, "O Caso de Angela" in Brito, Nogueira (dir.), OS GRANDES COMEDIANTES PORTUGUESES - IN MEMORIAM ANGELA. Lisboa: Empreza de Teatro, 1925, p.192; Santos Tavares, "Angela Pinto" in Brito, Nogueira (dir.), OS GRANDES COMEDIANTES PORTUGUESES - IN MEMORIAM ANGELA. Lisboa: Empreza de Teatro, 1925, pp.212-220; Thereza Leitão de Barros, "Angela Pinto, Imortal" in Brito, Nogueira (dir.), OS GRANDES COMEDIANTES PORTUGUESES - IN MEMORIAM ANGELA. Lisboa: Empreza de Teatro, 1925, pp.225,226; Vítor Pavão dos Santos, A REVISTA À PORTUGUESA. Lisboa: Edições "O Jornal". 1978, p.21; Luiz Francisco Rebello, HISTÓRIA DO TEATRO DE REVISTA EM PORTUGAL 1 (da Regeneração à República). Lisboa: D.Quixote, 1984, p.126