Elisabeth Harwood - Fada Sentinela, 2ª Pastora, Primavera, Juno
Elizette Bayan - Uma senhora, 3ª Pastora, 1ª mulher alegre
Jennifer Smith - Fada Principal
April Cantelo - 1ª Pastora, 2ª mulher alegre
Maureen Guy - Lamentação, 3ª mulher alegre
Richard Angas - Um cavalheiro, Inverno, Himeneu
Derrik Olsen - Poeta ébrio, Coridon
James Bowman - Verão, Mopsa
Gerald English - outro pastor, Febo, Um homem alegre
Fernando Serafim - Outono
Henry Purcell - música
Gianfranco Rivoli - maestro/s
Geraldine Stephenson - coreografia
David William - encenador
Henri Bardou - cenógrafo
(1)
| Data de Início | Data de Fim | Local |
|---|---|---|
|
20-05-1968 |
21-05-1968 |
Teatro Nacional de São Carlos / Theatro de S. Carlos/ Real Teatro de S. Carlos |
(2)
trata-se de um espectáculo lírico, apresentado por uma companhia residente de um teatro estrangeiro; no artigo de Teolinda Gersão Moreno e a propósito da relação deste espectáculo com o texto de W.Shakespeare, "A Midsummer Night's Dream", podemos ler o seguinte: "Parece-me que não se pode compreender profundamente a ópera de Purcell, "The Fairy Queen", na versão de David William, sem um conhecimento prévio da comédia que a inspira. Na verdade, enquanto a versão de 1692 não contém um único verso de Shakespeare e que se não pode aproximar de "A Midsummer Night's Dream" (a não ser pela presença das fadas), a versão de David William incorre no texto shakespeariano em toda a linha da acção principal. Podemos portanto dizer que o espectáculo a que assistimos, salvaguardados as devidas distâncias é ainda, de certo modo, uma versão de "A Midsummer Night's Dream"; podemos ainda ler, na mesma fonte: "Ao contrário da peça de Shakespeare, "The Fairy Queen" é predominantemente visual, predominantemente espectáculo: dezenas de fragmentos em cenários fantásticos, trajes sumptuosos, canções, masques, alegorias, bailados. O sentido profundo da comédia de Shakespeare, o ilogismo do amor, embora não deixe de estar presente, passa para segundo plano e tende a diluir-se na exuberância das cenas." é a estreia mundial desta versão da ópera de Purcell e que, até este ponto, e segundo o artigo de João de Freitas Branco (ver registos), tem sido "considerada como uma espécie de falhanço como peça teatral"
Mário Moreau, O TEATRO DE S.CARLOS - DOIS SÉCULOS DE HISTÓRIA, vol. II. Lisboa: Hugin Editores Lda., 1999, p.1273; Mário Vieira de Carvalho, PENSAR É MORRER OU O TEATRO DE S.CARLOS NA MUDANÇA DE SISTEMAS SOCIOCOMUNICATIVOS DESDE FINS DO SEC. XVIII AOS NOSSOS DIAS. Lisboa: Imprensa Nacional & Casa da Moeda,[1993],pp.338-375; Teolinda Gersão Moreno, "Nota sobre "A Midsummer Night's Dream" de Shakespeare e "The Fairy Queen" de Purcell" in Colóquio, Revista de Artes e Letras, nº 50, Outubro 1968; João de Freitas Branco, "O XII Festival Gulbenkian de Música" in Colóquio, Revista de Artes e Letras, nº50, Outubro 1968