Sobre

Manuela Porto [13600]

Nome registado:

Manuela Cesarina Sena Porto

Data de nascimento:

24-04-1908

Data de morte:

07-07-1950

Local de nascimento:

Lisboa

Educação

Arte Dramática na Escola-Teatro de Araújo Pereira; Em 1931, termina o curso de Arte de Representar no Conservatório, que acaba com 20 valores e prémio e onde tem como mestres Araújo Pereira, António Pinheiro e Carlos Santos

Espetáculos em que exerceu funções

(6)

Título Função Data
Entre a flauta e a viola Encenação 28-06-1949
O urso Encenação 28-06-1949
Auto da Índia Encenação 09-12-1949
O aniversário do banco Encenação 09-12-1949
O trágico à força Direcção 1949
Limões da Sicília Direcção 29-03-1950
Outros textos da sua autoria
Registos
Observações

Estreia-se no Teatro Juvénia, em Novembro de 1924, na peça As irmãs, de Gaston Dévore; em 1926 estreia-se numa companhia profissional, a companhia Rey Colaço Robles Monteiro, na peça A petiza do gato; em 1931, casa-se com o artista plástico, também cenógrafo, Roberto de Araújo (filho de Araújo Pereira); nos anos 30 e 40 dedica-se à declamação, sendo responsável pela divulgação das obras de Fernando Pessoa (declama a Ode Marítima logo em 1938) e dos poetas da geração da Presença e do Novo Cancioneiro; assina vários textos de ensaio e crítica teatral, bem como crónicas, entrevistas e outros textos, no Mundo Literário , na Vértice , na Seara Nova e na revista Eva (de cuja direcção é secretária entre 1947 e 1950); traduz a História do Teatro de Robert Pignarre (Publicações Europa América), assinando com as iniciais M. P.; pertence ao Movimento de Unidade Democrática (MUD), ao Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista (MUNAF), ao Conselho Nacional de Mulheres Portugueses (CNMP), à Associação Feminina Portuguesa para a Paz (AFPP) e ao Movimento Nacional Democrático Feminino (MNDF); autora de Um filho mais e outras histórias (1945), Uma ingénua: a história de Beatriz: novela (1948) e Doze histórias sem sentido (1952); em Alfornelos (Amadora) há uma praceta com o seu nome; José Gomes Ferreira dedica-lhe um poema intitulado «Na morte de Manuela Porto»; Manuela Porto dá também o nome a uma sala do Teatro do Bairro Alto (Teatro da Cornucópia)

Fontes

Informação sobre toponímia em http://www.jf-alfornelos.pt/; trabalho de Diana Dionísio Monteiro Marques, aluna do curso de Mestrado em Estudos de Teatro no âmbito da disciplina de Documentação (2004/2005); Diana Dionísio Monteiro Marques, Um teatro com sentido: A voz crítica de Manuela Porto. Dissertação de Mestrado em Estudos de Teatro, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2007)