Nome registado:
Manuela Cesarina Sena Porto
Data de nascimento:
24-04-1908
Data de morte:
07-07-1950
Local de nascimento:
Lisboa
Arte Dramática na Escola-Teatro de Araújo Pereira; Em 1931, termina o curso de Arte de Representar no Conservatório, que acaba com 20 valores e prémio e onde tem como mestres Araújo Pereira, António Pinheiro e Carlos Santos
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| Título | Companhia | Personagem | Data |
|---|---|---|---|
| As irmãs | Escola-Teatro de Araújo Pereira / Teatro Juvénia | Gilberta Darey | 11-1924 |
| Serão familiar | Escola-Teatro de Araújo Pereira / Teatro Juvénia | Laura Pires | 16-01-1926 |
| A petiza do gato | Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro | Ida | 20-11-1926 |
| Condessa Maria | Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro | Clara | 15-02-1927 |
| Actualidades X.P.T.O. | Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro | 25-02-1927 | |
| Os milhões de Monty | Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro | Alice Dreu, Miss Flora O Led | 11-03-1927 |
| O perigo amarelo | Cachita | 20-05-1927 | |
| Amanhã | 25-05-1928 | ||
| Auto de Santo António | Alunos do Conservatório Nacional | Santo António | 12-06-1931 |
| Um Bragança | Grande Companhia Dramática Portuguesa | D. Catarina | 19-12-1931 |
| A menina do côro | Grande Companhia Dramática Portuguesa | Julieta | 05-02-1932 |
| Sonho de uma noite de Verão | Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro | Hérmia | 08-08-1941 |
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| Título | Função | Data |
|---|---|---|
| Entre a flauta e a viola | Encenação | 28-06-1949 |
| O urso | Encenação | 28-06-1949 |
| Auto da Índia | Encenação | 09-12-1949 |
| O aniversário do banco | Encenação | 09-12-1949 |
| O trágico à força | Direcção | 1949 |
| Limões da Sicília | Direcção | 29-03-1950 |
Estreia-se no Teatro Juvénia, em Novembro de 1924, na peça As irmãs, de Gaston Dévore; em 1926 estreia-se numa companhia profissional, a companhia Rey Colaço Robles Monteiro, na peça A petiza do gato; em 1931, casa-se com o artista plástico, também cenógrafo, Roberto de Araújo (filho de Araújo Pereira); nos anos 30 e 40 dedica-se à declamação, sendo responsável pela divulgação das obras de Fernando Pessoa (declama a Ode Marítima logo em 1938) e dos poetas da geração da Presença e do Novo Cancioneiro; assina vários textos de ensaio e crítica teatral, bem como crónicas, entrevistas e outros textos, no Mundo Literário , na Vértice , na Seara Nova e na revista Eva (de cuja direcção é secretária entre 1947 e 1950); traduz a História do Teatro de Robert Pignarre (Publicações Europa América), assinando com as iniciais M. P.; pertence ao Movimento de Unidade Democrática (MUD), ao Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista (MUNAF), ao Conselho Nacional de Mulheres Portugueses (CNMP), à Associação Feminina Portuguesa para a Paz (AFPP) e ao Movimento Nacional Democrático Feminino (MNDF); autora de Um filho mais e outras histórias (1945), Uma ingénua: a história de Beatriz: novela (1948) e Doze histórias sem sentido (1952); em Alfornelos (Amadora) há uma praceta com o seu nome; José Gomes Ferreira dedica-lhe um poema intitulado «Na morte de Manuela Porto»; Manuela Porto dá também o nome a uma sala do Teatro do Bairro Alto (Teatro da Cornucópia)
Informação sobre toponímia em http://www.jf-alfornelos.pt/; trabalho de Diana Dionísio Monteiro Marques, aluna do curso de Mestrado em Estudos de Teatro no âmbito da disciplina de Documentação (2004/2005); Diana Dionísio Monteiro Marques, Um teatro com sentido: A voz crítica de Manuela Porto. Dissertação de Mestrado em Estudos de Teatro, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2007)