Nome registado:
Camilo Correia Botelho Castelo Branco
Nacionalidade:
portuguesa
Data de nascimento:
16-03-1825
Data de morte:
01-06-1890
Local de nascimento:
Lisboa
Manuel Botelho; Jacinta Rosa
(70)
(15)
| Título | Companhia | Data |
|---|---|---|
| Vingança | [companhia residente do Teatro Nacional D. Maria II] | 1860 |
| A penitência | [companhia residente do Teatro Nacional D. Maria II] | 1863 |
| O cuteleiro de Guimarães | 04-06-1902 | |
| Amor de perdição | Sociedade Artística [companhia residente do Teatro Nacional D. Maria II/ Almeida Garrett] | 11-03-1904 |
| Amore e perdizione | 02-03-1907 | |
| Amor de perdição (5º quadro) | 25-05-1928 | |
| Amor de perdição | Companhia Rafael D'Oliveira (Artistas Associados) | 30-06-1945 |
| Amor de perdição | Companhia Rafael D'Oliveira (Artistas Associados) | 08-01-1971 |
| Os amorosos da Foz | Seiva Trupe | 10-1985 |
| A lua desconhecida | Teatro Experimental de Cascais | 23-02-1991 |
| Amores de perdição | Teatro do Noroeste - Centro Dramático de Viana | 21-07-1998 |
| O que fazem mulheres | Grupo de Teatro Caixindré | 11-02-2000 |
| Zé do Telhado | Klássikus | 29-12-2006 |
| Os filhos do esfolador | Jangada Teatro | 30-11-2007 |
| A freira no subterrâneo | Cénico de Direito | 02-05-2019 |
O Pequeno dicionário de autores de língua portuguesa refere: «Órfão de mãe aos dois anos e de pai pelos dez, iniciou uma vida verdadeiramente romanesca, ao ser então mandado para Trás-os-Montes para casa de uma tia. A primeira instrução literária recebeu-a de um padre. Mais tarde, com intuito de seguir Medicina foi estudar para o Porto e para Coimbra. Porém não conclui nem Medicina, nem Direito ou Teologia, cursos que fez menção de tirar, alternadamente. Casado aos dezasseis anos (e viúvo aos vinte), iniciou uma movimentada vida amores intensos e difíceis, entremeados de raptos e fugas, que por mais de uma vez lhe valeram a prisão e o tribunal. Foi este o caso do seu amor com Ana Plácido, em companhia de quem terminou a vida(...). No Porto, desde 1848 ligara-se aos ambientes literários, tendo sido jornalista e frequentado outeiros, salões burgueses e cafés. (...) Volúvel e revoltado, Camilo, de permeio com as movimentadíssimas aventuras da sua vida, começou então a escrever romances e a interferir polemicamente na vida literária e política do país. Escritor de uma segunda fase do Romantismo, dedicou-se quase a todos os géneros literários de intriga folhetinesca em voga, desde a novela enredada e terrífica à novela passional, passando pela sátira e ironia, pelo romance social e novela histórica.»
Fernanda Frazão e Maria Filomena Boavida, Pequeno dicionário de autores de língua portuguesa, ed. Amigos do livro, Camarate/1983; António Rebordão Navarro (org.), Episódios de um percurso - 25 anos de seiva e fruto, Porto, Edição Seiva Trupe - Teatro Vivo, 1999; Programa do espectáculo Amor de perdição (Grupo Teatral Freamundense, 1971)