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Ficha do espetáculo
Registos

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Observações

no programa OS AMOROSOS DA FOZ podemos ler: «(...) nem o público nem a crítica se deram por satisfeitos: o primeiro apenas durante cinco noites acudiu ao teatro onde se representava e pateou-a na estreia, a segunda considerou-a "abarrotada de ditos de moralidade equívoca e de liberdades que não podem tolerar-se em cena. Defendeu-a porém Eduardo coelho na CRÓNICA DOS TEATROS (III série, nº 12), que aludiu ao "valor intrínseco" da obra e à "incompreensão da maioria dos espectadores", e assim enunciou as suas qualidades: "Os caracteres estão prefeitamente desenhados. A acção é singela, como a comporta um quadro de costumes. Há em toda a obra aquele sabor nacional que tão raras vezes se observa no nosso teatro". Como quer que seja, Camilo parece ter sido sensível aos reparos do público e da crítica, modificando-a em alguns passos - e, expurgada dos "espinhos que lhe haviam sido notados na primeira representação" (assim rezava um jornal da época), o seu agrado foi maior nas récitas sucessivas.»

Fontes

consultar o campo Registos; OS AMOROSOS DA FOZ (Seiva Trupe, 1985)