[companhia residente do Teatro Nacional D. Maria II]
Produções
Pessoas que colaboraram com esta companhia
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Observações
se bem que nas fontes não aparece um nome para a companhia residente no Teatro Nacional D. Maria II durante o período de tempo que vai de 1857 a 1868, por razões que têm a ver com a aglomeração de informação, optámos por criar esta ficha, com a indicação entre parêntesis; no livro de Matos Sequeira, intitulado História do Teatro Nacional D. Maria II (publicação comemorativa do centenário 1846 - 1946) (consultar o campo Registos), retirámos a seguinte informação sobre a história da companhia residente neste espaço: - de 26-09-1857 a 30-04-1858 celebrou-se um contrato de sete meses para a exploração do teatro com a companhia estrangeira dirigida pelo actor Mr. Eugénio Minne, sendo que a referida companhia se estreou a 04-10-1857, ficando no teatro só até 09-01-1858, pois Minne em Dezembro de 1857 abandonou a direcção; - depreende-se que em seguida a administração/ direcção passou para a alçada do Estado (do Reino) na pessoa de um Comissário indigitado para desempenhar tal função, possivelmente, D. Pedro de Brito do Rio, o qual sai do cargo em 1860, sendo substituído, a 02-08-1860, por D. António da Costa de Sousa de Macedo; - a 06-06-1861 toma posse o novo Comissário, Dr. António Joaquim da Silva Abranches, o qual não chegou a estar um ano no lugar; - em Março de 1863, pedem para sair dos cargos de ensaiadores, Teodorico e Rosa, sendo substituídos por João Pinto Carneiro, escritor teatral, nomeado director de cena e ensaidor; - a partir da época teatral de 1862-1863 quem dirige o teatro é Francisco Palha; - em 1863 chegou a máquina de espectros, «(...) a qual, mercê de um dispositivo de espelhos, produzia aparições fantásticas. Os artífices de cá não se entenderam com ela. Foi necessário mandar vir de Paris, um engenheiro óptico, o Sr. Vaslin, que passou a informar o Comissário de todas as novidades. (...)».; - em Novembro de 1864 chega a fonte luminosa, comprada também através de Coopman, o contratador do Sr. Vaslin; - antes de Novembro de 1863 o actor Isidoro estava era o ensaiador, em substituição de José Carlos dos Santos, que sucedera ao Pinto Carneiro; - em Julho e Agosto de 1865, Francisco Palha propôs que se aumentassem estes dois meses às escrituras para neles se ensaiarem peças para a época seguinte; alguns artistas não estiveram de acordo e desvincularam-se do D. Maria: José Carlos dos Santos, Emília Letroublond, César de Lacerda (por não lhes convir o ordenado proposto); - a 10-07-1865 A Emília das Neves é concedido o título de actriz de mérito relevante (pelo Conselho Dramático, a pedido de Francisco Palha), com a regalia de escolher as peças para seu benefício, e, volta para o D. Maria; - em Dezembro de 1865, o actor Joaquim de Almeida é escriturado no D. Maria; - em Julho de 1866, Francisco Palha deixa o D. Maria levando consigo o Santos, a Letroublond, o Tasso, a Emília Adelaide, a Delfina e o Isidoro; é substituído pelo Dr. Luís da Costa Pereira, também director de ensaios (além de Comissário); - as escrituras aprovadas pela portaria de 20 de Julho de 1866 eram as seguintes: Gertrudes, Rosa, Teodorico, Domingos Ferreira, Rosa Júnior, Pinto de Campos, César Pola, Camila, Carolina Emília, Máxima Ferreira, Mariana Rochedo, Correia, Silva Moreira, António José leal, José António da Silva, Maria das Dores, Lucinda da Silva, Emília de Abreu, Farruja, Amaro, Heliodoro Maria Franco, Valentim Vidal Salgado, Carlota Veloso, António José de Faria, Maria da Luz Veloso, Maria das Dores de Araújo Couto e Clementina Bizarro da Silva (e ainda Gabriela da Cunha); - a 16-04-1867 no espectáculo Tempestade doméstica, estreou-se o Vicente José Pires, substituto de Domingos Ferreira que ia ser reformado; - nas provas dos alunos da Escola de Arte Dramática do Conservatório de Maio a Junho de 1867, foi contratada Jesuína Marques, que se mudou depois para o Ginásio; - a época teatral de 1867/1868 corresponde à última época de administração directa do Estado - na época teatral de 1867/1868, o César de Lima, que se afastara, volta a ser escriturado para o D. Maria II - em Abril de 1868, Teodorico "acabara de ser agraciado com o hábito de S. Tiago" - a 04-06-1868 no espectáculo Palma ou A noite de Sexta-Feira Santa estreia-se o aluno do Conservatório José António Moniz (filho do actor José Gerardo Moniz), escriturado nessa época - em Julho de 1868 a situação financeira do D. Maria era a de um grande endividamento; o teatro esteve fechado três meses e meio - por portaria de 09 de Setembro de 1868, o D. Maria II foi posto a concurso para uma concessão prevista até 1872, ganhando a Sociedade do Teatro da Trindade, cuja direcção era constituída pelo Duque de Palmela, Narciso de Freitas Guimarães e Francisco Palha de Faria Lacerda, sendo que a proposta da Santos & C.ª (assinada por José Carlos Santos – Santos Pitorra, António Gonçalves Pinto Bastos e José Joaquim Pinto) perdeu; - o Decreto de 10-10-1868 adjudicou o Teatro de D. Maria II à Sociedade do Teatro da Trindade, tendo-se extinguido o lugar de Comissário, assim como o de director de ensaios, caixa e guarda-livros; Francisco Palha escreve uma carta a Santos Pitorra a convidá-lo a ingressar na companhia, o qual agradeceu, mas não aceitou
Fontes
consultar o campo Registos