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Sobre

[companhia residente do Teatro Nacional D. Maria II]

Produções
Título Data de estreia
D. Maria Telles 13-01-1846
Álvaro Gonçalves - O Magriço e os Doze de Inglaterra 13-04-1846
Madre Silva 13-06-1846
O alfageme de Santarém 05-07-1846
Adelaide 05-09-1846
Herança de um tio russo 1849
Frei Luís de Sousa 04-04-1850
Os herdeiros do Czar 09-07-1850
Se Deus quiser 1850
Ghigi 31-05-1851
A fada do Frith 06-1851
Os contos da Rainha de Navarra 12-1853
Maria Stuart 21-01-1854
Ângelo ou O tirano de Pádua 25-01-1855
Cizarina 05-1855
O agiota 30-09-1855
A Dalila 02-10-1855
A mocidade de D. João V 10-1856
Espinhos e Flores 1857
A pobreza envergonhada 1857
Giraldo sem sabor 1857
A escala social 1857
A chávena quebrada 1857
O noivo improvisado 1857
A domadora de feras 1857
O brilhante 1857
Portugueses na Índia 1857
O tirano doméstico + O livro Negro 18-05-1858
A pedra das carapuças 19-05-1858
Nobreza de alma 13-07-1858
Nobreza de amor 16-09-1858
O cego 1858
As obras de Horácio 1858
História de um pataco 1858
O livro negro 1858
A doença do medo 1858
Uma mulher económica 1858
Amor virgem numa pecadora 1858
Flamina 1858
A caridade na sombra 1858
Manuel Pedro, milionário 1858
O arrependimento salva 12-1858
Fábula do leão e a pintura 1858
Rei e Duque 01-1859
Moços e velhos + O último acto 20-03-1859
A Dama das Camélias 09-04-1859
Um homem de consciência + Flores e frutos 03-10-1859
A alegria traz o susto 22-11-1859
O Marquês de La Seiglière 1859
Tutor e pupila 1859
O médico das crianças 1859
O gaiato de Lisboa 1859
As mães arrependidas + Um marido zeloso 1859
O namorado da patroa 1859
Os dois celibatários 1859
O luxo 1859
Uma lição 1859
Uma comédia por um romance 1859
Sonho de uma noite de Inverno 1859
O legado do General 1859
A expiação 1859
A fada 1859
O Senhor Procópio 1859
Os beijos 1859
O má-língua 1859
Alcança quem não cansa 1859
Joana a doida 24-05-1860
Abençoadas lágrimas 05-1860
Um drama no mar 16-09-1860
A dama de S. Tropez 17-11-1860
Culpa e castigo 11-1860
Judith 01-12-1860
O Morgado de Fafe em Lisboa 1860
Vingança 1860
Dito e feito 1860
Tinha de ser 1860
O amor às cegas 1860
Retratos e originais 1860
O pomo da discórdia 1860
O amor pedindo abrigo 1860
Amor e arte 1860
Uma menina de quinze anos 1860
O embaixador 1860
Joana que chora e Joana que ri 1860
Madalena 1860
As memórias de Richelieu 1860
Martim de Freitas 20-04-1861
Um ano em quinze minutos 10-1861
Receita para curar saudades 10-1861
O senhorio por amor 10-1861
O prestigiador 10-1861
Medeia 12-12-1861
A mulher que deita cartas 1861
Os nervosos 1861
A caixa de amêndoas 1861
Carlos VII 1861
Querer é poder 1861
O fidalgo pobre 1861
Cartas anónimas 1861
Actor e diplomata 1861
Uma lição de flores 1861
Uma noite em Flor da Rosa 1861
Os infantes improvisados 1861
As duas nobrezas 01-1862
O pajem da Duquesa 27-02-1862
Cora ou A escravatura 22-05-1862
Egas Moniz 07-10-1862
A tentação 10-1862
Os homens do mar 07-12-1862
O Morgado de Fafe amoroso 1862
Posso falar à Senhora Queirós? 1862
Abnegação 1862
As jóias de família 1862
O firmamento 1862
O prestidigitador 1862
O jogo 03-03-1863
Pedro 18-04-1863
Espertezas de Simplício 18-04-1863
Duas senhoras briosas 29-04-1863
Daniel Labert 22-06-1863
Fortuna e trabalho 26-09-1863
Mistérios de um nigromante 14-11-1863
Os amigos íntimos 29-11-1863
Os homens ricos 26-12-1863
A penitência 1863
Ideias 1863
A sociedade elegante 1863
Por causa duma carta 1863
O vale dos encantos 26-01-1864
Pobreza doirada 06-1864
Valéria 25-08-1864
Fogo no convento 25-08-1864
Os caturras 05-10-1864
A mãe do enjeitado 10-1864
No tempo dos franceses 11-12-1864
Comédia em casa 1864
A bengala 12-1864
Os difamadores 01-1865
Não se casem assim 01-1865
A timidez de Cornélio Guerra 02-1865
A vida de um rapaz pobre 01-04-1865
Os hipócritas 02-05-1865
Os primeiros amores de Bocage 22-06-1865
Os operários 12-10-1865
Nobres e plebeus 25-11-1865
Os homens sérios 14-12-1865
Um cura d'almas 04-01-1866
O filho bastardo 05-1866
O anjo da meia-noite 15-09-1866
Amores de leão 22-12-1866
Os couteiros 1866
Coração e arte 1866
Diana de Hauberteuil 12-1866
A cruz de São Luís 1866
Egoismo 22-01-1867
Amores de leoa 02-1867
Nove mil reis de alvíssaras 02-1867
A dama de King Charles 02-1867
Século dezoito e século dezanove 02-1867
Os dois surdos, uma lição por mágica 02-1867
Tempestade doméstica 16-04-1867
Corte na aldeia 27-05-1867
O alfageme de Santarém 11-06-1867
Os celibatários 25-07-1867
A Condessa de Manstein 05-09-1867
Os amores de Condé 09-1867
Casa nova 31-10-1867
As ideias da Senhora Aubray 1867
Doida de Montmayour 06-01-1868
Rede para noivos 02-1868
As rédeas do Governo 02-1868
O Capitão Montaubreche 02-1868
A mão pronta 02-1868
A senhora Ajax 18-03-1868
A leviandade funesta 04-04-1868
Lady Tartufo 30-04-1868
Palma ou A noite de Sexta-Feira Santa 04-06-1868
Tentações diabólicas 18-06-1868
Lucrécia Borges 18-06-1868
Observações

se bem que nas fontes não aparece um nome para a companhia residente no Teatro Nacional D. Maria II durante o período de tempo que vai de 1857 a 1868, por razões que têm a ver com a aglomeração de informação, optámos por criar esta ficha, com a indicação entre parêntesis; no livro de Matos Sequeira, intitulado História do Teatro Nacional D. Maria II (publicação comemorativa do centenário 1846 - 1946) (consultar o campo Registos), retirámos a seguinte informação sobre a história da companhia residente neste espaço: - de 26-09-1857 a 30-04-1858 celebrou-se um contrato de sete meses para a exploração do teatro com a companhia estrangeira dirigida pelo actor Mr. Eugénio Minne, sendo que a referida companhia se estreou a 04-10-1857, ficando no teatro só até 09-01-1858, pois Minne em Dezembro de 1857 abandonou a direcção; - depreende-se que em seguida a administração/ direcção passou para a alçada do Estado (do Reino) na pessoa de um Comissário indigitado para desempenhar tal função, possivelmente, D. Pedro de Brito do Rio, o qual sai do cargo em 1860, sendo substituído, a 02-08-1860, por D. António da Costa de Sousa de Macedo; - a 06-06-1861 toma posse o novo Comissário, Dr. António Joaquim da Silva Abranches, o qual não chegou a estar um ano no lugar; - em Março de 1863, pedem para sair dos cargos de ensaiadores, Teodorico e Rosa, sendo substituídos por João Pinto Carneiro, escritor teatral, nomeado director de cena e ensaidor; - a partir da época teatral de 1862-1863 quem dirige o teatro é Francisco Palha; - em 1863 chegou a máquina de espectros, «(...) a qual, mercê de um dispositivo de espelhos, produzia aparições fantásticas. Os artífices de cá não se entenderam com ela. Foi necessário mandar vir de Paris, um engenheiro óptico, o Sr. Vaslin, que passou a informar o Comissário de todas as novidades. (...)».; - em Novembro de 1864 chega a fonte luminosa, comprada também através de Coopman, o contratador do Sr. Vaslin; - antes de Novembro de 1863 o actor Isidoro estava era o ensaiador, em substituição de José Carlos dos Santos, que sucedera ao Pinto Carneiro; - em Julho e Agosto de 1865, Francisco Palha propôs que se aumentassem estes dois meses às escrituras para neles se ensaiarem peças para a época seguinte; alguns artistas não estiveram de acordo e desvincularam-se do D. Maria: José Carlos dos Santos, Emília Letroublond, César de Lacerda (por não lhes convir o ordenado proposto); - a 10-07-1865 A Emília das Neves é concedido o título de actriz de mérito relevante (pelo Conselho Dramático, a pedido de Francisco Palha), com a regalia de escolher as peças para seu benefício, e, volta para o D. Maria; - em Dezembro de 1865, o actor Joaquim de Almeida é escriturado no D. Maria; - em Julho de 1866, Francisco Palha deixa o D. Maria levando consigo o Santos, a Letroublond, o Tasso, a Emília Adelaide, a Delfina e o Isidoro; é substituído pelo Dr. Luís da Costa Pereira, também director de ensaios (além de Comissário); - as escrituras aprovadas pela portaria de 20 de Julho de 1866 eram as seguintes: Gertrudes, Rosa, Teodorico, Domingos Ferreira, Rosa Júnior, Pinto de Campos, César Pola, Camila, Carolina Emília, Máxima Ferreira, Mariana Rochedo, Correia, Silva Moreira, António José leal, José António da Silva, Maria das Dores, Lucinda da Silva, Emília de Abreu, Farruja, Amaro, Heliodoro Maria Franco, Valentim Vidal Salgado, Carlota Veloso, António José de Faria, Maria da Luz Veloso, Maria das Dores de Araújo Couto e Clementina Bizarro da Silva (e ainda Gabriela da Cunha); - a 16-04-1867 no espectáculo Tempestade doméstica, estreou-se o Vicente José Pires, substituto de Domingos Ferreira que ia ser reformado; - nas provas dos alunos da Escola de Arte Dramática do Conservatório de Maio a Junho de 1867, foi contratada Jesuína Marques, que se mudou depois para o Ginásio; - a época teatral de 1867/1868 corresponde à última época de administração directa do Estado - na época teatral de 1867/1868, o César de Lima, que se afastara, volta a ser escriturado para o D. Maria II - em Abril de 1868, Teodorico "acabara de ser agraciado com o hábito de S. Tiago" - a 04-06-1868 no espectáculo Palma ou A noite de Sexta-Feira Santa estreia-se o aluno do Conservatório José António Moniz (filho do actor José Gerardo Moniz), escriturado nessa época - em Julho de 1868 a situação financeira do D. Maria era a de um grande endividamento; o teatro esteve fechado três meses e meio - por portaria de 09 de Setembro de 1868, o D. Maria II foi posto a concurso para uma concessão prevista até 1872, ganhando a Sociedade do Teatro da Trindade, cuja direcção era constituída pelo Duque de Palmela, Narciso de Freitas Guimarães e Francisco Palha de Faria Lacerda, sendo que a proposta da Santos & C.ª (assinada por José Carlos Santos – Santos Pitorra, António Gonçalves Pinto Bastos e José Joaquim Pinto) perdeu; - o Decreto de 10-10-1868 adjudicou o Teatro de D. Maria II à Sociedade do Teatro da Trindade, tendo-se extinguido o lugar de Comissário, assim como o de director de ensaios, caixa e guarda-livros; Francisco Palha escreve uma carta a Santos Pitorra a convidá-lo a ingressar na companhia, o qual agradeceu, mas não aceitou

Fontes

consultar o campo Registos