Ficha do espetáculo
Adelina Abranches - Domingas Capelôa
Amélia Rey Colaço - Júlia
Constança Navarro - Maria da Luz
Antónia Mendes - Sarah
Maria Mesquita - Marcolina
Robles Monteiro - Manoel Facão
Apresentações
(2)
| Data de Início | Data de Fim | Local |
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02-07-1923 |
02-07-1923 |
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Registos
(10)
- •in Diário de Lisboa(1923-07-02 p.1)O lôdo
- •«O drama "O lôdo" de Alfredo Cortez»in Diário de Lisboa(1923-07-03 p.4)por Artur PortelaO lôdo
- •«Representações»in O Século(1923-07-03)por Anon.O lôdo
- •«Impressões e notícias - teatros»in Diário de Notícias(1923-07-03)por Cristóvão AiresO lôdo
- •«Teatro Politeama - "O lodo"»in A Capital [1968 - 2005](1923-07-03 p.3)por O Homem que PassaO lôdo
- •«O lôdo»in A Batalha(1923-07-04 p.2)por Nogueira de BritoO lôdo
- •«"O lodo", do sr. Alfredo Cortez, no Polytheama»in Revista Portuguesa(1923-07-14 p.25)por Avelino de AlmeidaO lôdo
- •«O "Lodo" passou...»in A Capital - Diário Republicano da Noite [1910 - 1938](1923-07-31)por Luís de Oliveira GuimarãesO lôdo
- •«"Mar alto" e "O lodo"»in A Capital - Diário Republicano da Noite [1910 - 1938](1923-07-31)O lôdo
- •«O lodo»in Illustração Portugueza / Ilustração Portuguesa(1923-12-31 p.57)por Avelino de AlmeidaO lôdo
Programa
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Ilustrações
Observações
a apresentação de 02-07-1923 correspondeu à estreia, efectuada em récita única (a favor da Casa Gil Vicente), tendo sido o espectáculo apresentado pelo próprio autor do texto (Alfredo Cortez), depois de todas as empresas se terem recusado a levá-lo à cena; o espectáculo é estreado dias depois de Alfredo Cortez, juntamente com Victoriano Braga, Carlos Selvagem e João Correia de Oliveira, assinarem um manifesto intitulado Pelo Teatro Português contra os que, sistematicamente, o dificultam - tendo todos estes acontecimentos criado em torno da récita um clima de grande expectativa, sendo que a representação constituiu um grande êxito e um grande escândalo; nas páginas de O Século e do Diário de Notícias foram publicadas duras críticas a Alfredo Cortez, e, que igualmente duro foi Artur Portela, que no Diário de Lisboa, escreve: «(...) surgiu ontem, aos olhos do público, uma peçazinha raquítica, enfezada, inviável, intitulada "O Lodo"», sendo mais brando Joaquim Madureira (com o pseudónimo Braz Burity) quem, conforme brochura publicada em 1924 com o título Impressões de Teatro, refere: «Todos os três actos de O Lodo se passam no mais sórdido bordel da Rua-Suja, em plena Mouraria, entre rufias baratos e rameiras de navalha na liga e número na polícia. Mas apesar disso (...) é, como obra de Arte, austera e perfeita, uma das mais belas e moralizadoras peças de teatro contemporâneo.»
Fontes
Margarida Palhinha (org.), A Companhia Rey Colaço Robles Monteiro (1921-1974), Secretaria de Estado da Cultura - Instituto Português do Património Cultural - Museu Nacional do Teatro,[1987]; programa do espectáculo O lodo de 03-10-1979 (Teatro Nacional de D. Maria II); imprensa (consultar o campo Registos)